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quinta-feira, 31 de julho de 2014

Capítulo Dois (2)

   - É melhor correr, Matheus! - Falei para mim mesmo, quando passei pela primeira esquina que vi. - Primeiro dia de faculdade e você está atrasado? Seu idiota! Completamente idiota!

   Passei por mais algumas ruas e encontrei o local.

   Enquanto eu subia apressadamente as longas escadas, percebi que outra pessoa estava descendo, mas não à tempo. A tal pessoa (que estava cheia de livros nas mãos) esbarrou-se em mim com brutalidade, e acabamos rolando nós dois escada a baixo.

   - Francamente... Olhe por onde... - Eu já ia começar a reclamar, quando a tal pessoa me interrompeu.

   - Por onde eu ando? Desculpe, mas por acaso eu não te vi, pois eu estava carregando UMA PILHA DE LIVROS. - Percebi pela voz que era uma menina.

   Olhei para a menina. Ela tinha cabelos negros e lisos, e os olhos extremamente azuis e grandes. Era magra e alta, e sua pele continha leves sardas. Era branca como papel. Mas o que mais me interessou foi que ela tinha um leve sotaque estrangeiro.

   - Me desculpe, só estou nervoso. - A ajudei a recolher os livros. - Cifras e partituras? Interessante.

   - Eu faço Música. E você?

   - Publicidade. Qual o seu nome?

   - Carolyn. Sou norte-americana, me mudei para cá esse ano.

   - Oh, very cool. I know speak English.

   - Yeah?

   - More or less. - Ri com ela, e recolhi o último livro. - Nos vemos mais tarde, Carolyn. Meu nome é Matheus.

   - Okay, Matheus.

   Me lembrei da primeira vez em que eu havia visto Melissa. Ela caíra em cima de mim, como dessa vez... Sinto-me culpado por dizer, mas dessa vez fora mais divertido.

* * *

   - Como foi seu primeiro dia na faculdade? - Perguntou minha mãe quando pisei em casa.

   - Foi bom. Vou sair. - Ela me olhou como quem esperasse uma explicação, então me adiantei: - Aniversário de namoro. 8 meses. Vou levá-la para jantar.

   - Só não volte muito tarde.

   - Vou pensar no assunto. - Me fechei no quarto, tomei banho, vesti uma roupa e peguei o presente que eu ia dar à ela.

   Ao chegar em sua casa, percebi o quanto ela estava bonita.

   Seu vestido era roxo com cintura alta e lacinho. A manga era comprida de acordo com o clima frio, e sua saia ondulava até os joelhos.

   Seu cabelo estava preso com uma tiara florida, e seus sapatos eram saltos negros. Aquele estilo com certeza combinava com ela.

   - Olha quem apareceu! - Falou, enquanto se sentava ao meu lado no carro.

   - Um dia com certeza foi muito para eu aguentar sem você também, amorzinho. - Beijei seus lábios. - Que nojo, você passou batom!

   Ela riu e me beijou novamente, e dessa vez aprofundamos. Peguei-a pela cintura e a puxei para mais perto, enquanto minha mão livre acariciava seus cabelos. Mesmo o freio atrapalhando nos aproximarmos mais, aquela distância não estava tão ruim. Porém, quando a distância se tornou incômoda, me afastei.

   - Calma, amorzinho... Mais tarde aproveitamos o tempo juntos no banco de trás. - Falei, com um sorriso brincalhão. Ela riu e me deu um beliscão.

   Eu estava tão perdido em meus devaneios que esqueci.

   - Aqui seu presente. - Dei-lhe o embrulho. - Espero que goste.

   Ela abriu. Quando viu o qye estava dentro, abriu o maior sorriso.

   - Matheus! Você é idiota?! - Falou. - Quanto custou isso? Eu amei!

   Era um colar escrito "Melissa", uma nota musical no meio e o nome "Matheus". Eu pedira para o homem fazer especialmente com nossos nomes.

   - Não vou falar quanto custou. Nem me teste.

   Ela riu e me abraçou, ainda com o maldito freio no meio.

   - E então, vamos? Se não nos apressarmos, perderemos a reserva do restaurante karaokê.

 

   Ao chegarmos, pedi para cantar uma música. Cantei "There is a light that never goes out", de The Smiths, enquanto Melissa me ouvia com olhos alegres.

   Quando terminei, ela subiu ao palco e cantou "Fidelity", de Regina Spektor, o que me deixou feliz.

   Eu não era muito chegado à romances com minhas outras namoradas, sempre fui um pouco distante delas, mas com Melissa eu sentia que eu podia ser a coisa mais difícil. Ser eu mesmo.

domingo, 20 de julho de 2014

Informações

Oi gente! Eu sou Iara Bonini D., narro o Matheus do Dear Love. Eu estou escrevendo aqui com um intuito diferente do livro, realmente, mas é bem importante.

As aulas voltaram! Chega de dormir até as 2 da tarde! Agora sua mãe volta a ser a chata de sempre e te enche o saco seis horas da manhã! (desculpa mãe, sei que você está lendo isso! Não quero morrer, o.k.? J Beijos)

Infelizmente, minhas notas não estão muito boas (malditas provas de história J) e vou ter que me dedicar aos estudos. Não digo nada da Olivia, que não aparece no blog desde que mês passado. Então, Dear Love vai ser semanal (postaremos a qualquer dia da semana).

Com amor,


Iaia

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Capitulo 1 ( 2° Temporada)

                Acordei de repente, com o toque do Mat no meu celular, eu tinha botado 'American Idiot' de Green Day. Fiquei preocupada ao ver que era cinco horas da manhã, o que ele queria comigo em pleno domingo cinco horas da manhã? Nós sempre concordamos que domingo era o dia de dormir! Atendi com uma voz extremamente dormente e disse "O que é?" ele fez um barulho e perguntou "Te acordei?" eu respondi rapidamente tentando não dormir " Claro! Hoje é domingo! O que você que você quer essa hora da manhã criatura?", ele fez um barulho de cansado e não falou nada, eu senti um peso na consciência e disse "Desculpa Moreco! Eu to com muito sono... está tudo bem? Aconteceu alguma coisa?" ele apenas disse "Aconteceu sim! Amanhã você vai pra escola com um monte de garoto lá e eu não vou poder nem mandar eles pararem de olhar pra você!" eu ri nessa hora e disse "Eles tem que me olhar mesmo!", o Mat odiava pensar que eu desse mole para outro menino e disse " Se eu descobri que eles estão mexendo com você eu vou acabar com todos!" eu ri e disse "Uhum! Vai mesmo...SQN! Agora que você já deu sua crise de menininha posso ir dormir?" ele não respondeu eu fiquei meio chateada pensando se ele havia desligado, de repente o silencio ficou constrangedor, ele então disse baixinho "Posso te ver na praia daqui a meia hora..?" eu nem respondi, apenas desliguei o telefone.

Quando cheguei a praia vi ele sentado virado para o mar, a praia era o nosso lugar! Me sentei ao seu lado e deu um beijo em sua bochecha "Oi meu lindo!" disse vendo que ele estava perdido em seus pensamentos, virei seu rosto pra mim e disse "Ei! Não vai nem me cumprimentar?" então eu roubei um beijo dele. Desse beijo vieram vários, e quando a sessão acabou ele perguntou "Quando você estiver na escola vai se lembrar de mim?" eu fiquei realmente nervosa ao ouvir aquela pergunta... nunca tinha visto o 'meu Matheus' daquele jeito! Eu apenas disse " Claro que vou! Afinal foi lá que eu te conheci!" eu então o abracei, senti que ele me abraçou forte e então ele disse "Eu te amo muito! Eu sei que estou estranho... é que estou nervoso com a faculdade e tudo mais! Mas o que mais me importa na vida é você! Você é o amor da minha vida!" eu sorri e beijei ele e disse "Foi por isso que você me chamou a praia essa hora da manhã?" ele riu e assentiu com a cabeça e então disse "Na verdade eu te chamei pra lhe ver! Eu já estava com saudade..." eu então o empurrei contra a areia, me deitei em cima dele e disse "Então vamos matar a saudade!" e o beijei.

O resto do domingo fiquei grudada no Mat. Nós já sabíamos que depois que as aulas começassem não teríamos tanto tempo para se ver. Então eu apenas tentei aproveita-lo  máximo.

Cheguei na escola no horário habitual, a sala estava cheia de gente nova, tivemos as apresentações! Entraram Mikael Rodrigues, Julianna Garcia, João Miguel e Laís Bulhões. Estávamos no meio da apresentação do João Miguel quando um garoto todo atrapalhado entrou na porta. Ele tinha o cabelo meio castanho cacheado, seus olhos eram intensos e ele tinha um sorriso... bem...


               

terça-feira, 1 de julho de 2014

Capítulo Vinte e Dois

Cheguei com Parker, meu novo cão, no braço.

Minha mãe, assim que viu, insistiu  em saber como eu havia arrumado mais um animal. Apenas fechei a porta do quarto.

Minha mãe, Isabela, seria uma das mulheres mais bonitas que eu havia visto se não fosse sua expressão exausta. Seus cabelos eram loiros e lisos, e seus olhos eram castanhos claros. Seu rosto tinha um formato exatamente oval. Porém, as olheiras e a falta de sol estragaram sua beleza jovem aos poucos.

Às vezes eu achava que eu pegava muito pesado com ela. Além de mim, eu tinha uma irmã de 10 anos. O fardo que nosso pai deixou era muito pesado para só ela carregar, mas mesmo assim ela deixou de ser minha mãe desde muito tempo.

* * *

Última prova do ano. Depois disso, eu já iria sair do colégio. Eu estava nervoso, porque eu realmente não queria sair do lugar onde conheci Melissa. Eu nunca mais iria ver aquele corredor, aquela escada onde nos conhecemos... eles continuariam lá, ano após ano, e eu mudando de lugares. Eu não sabia se  estava realmente preparado para isso.

A professora disse que tínhamos apenas trinta minutos. Porém, quando ela avisou que só tinha mais cinco, eu já havia acabado e revisado três ou quatro vezes.

Entreguei-a a prova e saí, nervoso. A partir daquele momento eu não era mais estudante. Eu não poderia perder mais meu tempo com brigas bestas ou coisas de criança. Eu era um universitário. Eu era um adulto...

Eu tinha certeza que não estava preparado para tal coisa.



Quando voltei para casa, minha mãe pediu os resultados. Eu havia passado, e entraria no cursinho daqui há um mês e meio.

Ela ficou feliz. Eu fiquei feliz por vê-la sorrir, mesmo que só um pouquinho.

* * *

Marcos planejou uma festa de formatura nas férias. Como Regina, sua namorada (ou nova noiva) tinha uma casa de praia enorme em uma cidade próxima a Salvador (Lençóis), ficaríamos quatro dias explorando as trilhas e os rios. Perguntei para Melissa se ela queria ir, e ela disse que ia ver. Mas no fim, ela topou.

Foi muito legal. No primeiro dia, fomos no Ribeirão do Meio. Eu insisti para Melissa escorregar na cachoeira nas minhas costas, pois eu havia experimentado sozinho e curti muito. Ela acabou amarelando escorregar 30 metros de cachoeira, e comecei a zoá-la com isso.

O resto do dia ficamos passeando na cidade. Era muito bonitinha, toda pequena e com casas parecendo igrejinhas.


No segundo dia fomos à cachoeira do Sossego (as meninas do grupo começaram a passar mal por causa das 3 horas de caminhada). Eu nunca havia visto nada parecido.

No terceiro fomos ao Ribeirão de Baixo e Pai Inácio ver o por do sol. Uma das melhores vistas.

No quarto dia fomos ao Mucugezinho e à cachoeira do Mosquito. E claro, teve a festança na casa de praia.

Quando voltamos a Salvador, falei:

- Quando nos casarmos, vamos morar lá, o.k.?

Ela me olhou, assustada.

- Você é louco em pensar nisso tão cedo.

- Eu te amo. Esse é o motivo de minha loucura.

Ela sorriu.

- O.k.

- Promete?

- Prometo.

E a beijei.





FIM DA PRIMEIRA TEMPORADA


segunda-feira, 30 de junho de 2014

Capitulo 21

O dia foi incrível! Eu e o Mat ficamos grudados e ainda teve uma grande guerra de tinta! A melhor parte foi ver a cara de inveja da Karina.

Quando a noite chegou o lugar estava incrível,  já estava pronto! O Mat disse que ia me leva para algum lugar e eu só disse que sim.

Esperamos todos irem dormir e fomos.  Era uma cachoeira linda! A água era totalmente transparente! Logo vi que o Matheus tava tirando a roupa, eu fiquei olhando e ele disse "Eu não vou molhar minha roupa né! " eu ri e tirei a minha também. Ficamos apenas de trajes íntimos.

A água estava quentinha, eu e o Mat ficamos abraçados um tempo e ele disse "Eu não quero te perder..." eu o beijei e disse com nossos lábios ainda juntos "Eu também não quero te perder! " os beijos foram ficando cada vez mais intensos e eu  sabia onde aquilo ia dar.

Dormimos na barraca do Mat, porém como só fomos dormir de manhã só dormimos umas duas horas.

A professora disse que os animais iam chegar hoje e quem quisessr adotar podia. E foi isso que eu e o Mat fizemos, adotamos o nossos 'filhos'  pegamos dois filhotes que eram irmãos,  um era menina e o outro era menino, que nomeamos de Parker e Lily .

Quando cheguei em casa minha mãe amou a Lily, eu e o Mat tínhamos descidido que cada um ficava com um. Meu pai por outro lado não gostou muito e o Lip tratou a Lily como filha, só faltava saber como havia cido na casa do Mat.

Capítulo Vinte

Quando eu vi Melissa batendo a cabeça na pedra, pensei que iria morrer... e comecei a chorar involuntariamente. Carreguei-a, que estava ensanguentada.

* * *

Geralmente os fones de ouvido me distraíam quando eu estava preocupado, mas nem todas as músicas do mundo de uma vez iam me distrair com Melissa inconsciente ao meu lado, parecendo um fantasma de tão pálida.

Virei-me para dar uma olhada rápida em Melissa e levei um susto ao ver que ela estava olhando para mim.

- Finalmente acordou. - Falei. - Eu já estava imaginando se você não queria um beijo para acordar, Bela Adormecida.

Ela riu, fraca. Peguei uma mecha do seu cabelo.

- Onde estou? - Ela perguntou.

- Na minha barraca.

Ela olhou em volta e sorriu.

- Espero que não tenha feito nada comigo enquanto eu estava dormindo.

Fiquei vermelho como um tomate. Como ela podia pensar nessas coisas?

- Estou brincando, babaca. Melissa fechou os olhos. - Estou cansada...

- Durma. Você perdeu muito sangue.

De repente, ela me puxou pela camisa e me beijou. E adormeceu novamente.

Sorri.

- Boa noite, Bela Adormecida. - Deitei ao seu lado e tentei adormecer, mas meu coração não podia estar mais feliz.

* * *

No dia seguinte, percebi que mal dormi e só fiquei acariciando os cabelos da Melissa.

Mas a minha preocupação era outra: e o namorado da Melissa? A Karina até que eu podia largar, já que não tinha nada sério entre nós dois, mas...

Em meio ao meu devaneio, mal percebi que Melissa havia acordado.

- Bom dia, Melissa. - Sorri.

- Bom dia... - Ela me beijou.

- Melissa... E o seu namorado?

Ela pareceu desconcertada, mas logo disse:

- Você achou que ele era meu namorado? Somos só amigos! Mas e a Karina?

- Ah, não era nada sério... a gente só ficou por uma noite e ela grudou em mim.

- Vocês...

- Não quero falar sobre isso.

- Não acredito.

- Não importa mais, o.k.?

Ela revirou os olhos e ficou calada.

- Eu prefiro mil vezes ficar com você que com a Karina, o.k.? E além do mais, se você quiser, eu passo mais mil noites com você.

Ela sorriu.

- Não importa mais. - Repitiu.

- Não importa mais.

Ela me beijou com certa urgência, e eu retribuí.

- Eu te amo. - Disse, com os lábios colados nos meus.

- EU te amo.

Dali em diante, eu sabia que aquela seria a melhor viagem de todas. Porque, de agora em diante, eu a passaria com o amor da minha vida.





Capitulo 19

Depois que o Matheus desmaiou eu nem pude ajudar! A Karina logo procurou um barraco que eu não estava com o mínimo clima para continuar. Então a deixei falando sozinha!

Quando fomos embora do karaoke, percebi que o Filipe tinha entendido tudo! E disse "Fé, você é demais... porém eu mau te conheço.  Você entende? " ele assentiu e disse "Amigos?!" Eu assenti e ele me abraçou.

No domingo eu, o Fê e o Lip fomos a praia! O fé amou o Lip, talvez porque eles tem praticamente o mesmo nome!  Ficamos a tarde inteira lá, e foi muito divertido!

Na segunda feira a Tina,  a melhor professora de artes foi lá na sala e pediu a nossa ajuda,  pois teve uma enchente que destruiu um abrigo de animais  e queria algumas pessoas para ajudar a reconstruir. Como era lá em Feira de Santana passaríamos um fim de semana inteiro lá.

Obviamente eu quis ir!  E com certeza não teria problema com os meus pais!   O ônibus buscaria a gente direto do colégio na sexta e voltaríamos no domingo a tarde.

Quando a sexta chegou eu estava muito animada. Eu fiquei a semana inteira trocando olhares com o Matheus que pelo que a Lu contou também ia a Feira. Porém infelizmente a Karina também iria.

Quando chegamos a Feira,  descobrimos que iriamos dormir em barracas. Achei super divertido, seria como acampar!

Começamos a trabalhar assim que chegamos,  a professora tinha separado grupos por exemplo de A-K era o grupo 1 , que iria re construir a parte de dentro, de L - Z iria reconstruir a parte de fora.

Começamos pintando algumas paredes,  e percebi que o Matheus não tirava o olho de mim. Estava realmente muito calor e como eu estava com biquíni por baixo tirei a blusa. Muitas meninas me imitaram, e então foi a vez dos meninos.

Acabamos de pintar mais rápido do que imaginavamos então a professora deixou que fossemos a cachoeira.

Lá foi muito legal, começamos a fazer guerra de agua e tudo mais. Esta muito calor mesmo então  resolvi que iria subir numa pedra pra me refrescante e deixar que a água caisse pelo meu corpo.

 O Mat não tirava o olho do meu corpo, pareceria que ele me comer com o olhar. Percebi que comecei a escorregar. Enquanto caia só deu pra ver o Mat vindo correndo.