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domingo, 29 de junho de 2014

Capítulo Catorze - Especial

O tempo foi passando rápido, e eu e Melissa não nos desgrudávamos mais. Ela se matriculou em todos os esportes que eu fazia nos mesmos dias que eu, apenas para sairmos juntos depois.

Ás vezes ela ia para minha casa e eu a ensinava a jogar alguns jogos ou ficávamos ouvindo CDs. Às vezes passeávamos com nossos animais. Às vezes íamos à praia (que se tornou nosso lugar especial).

Quando eu fui reparar, faltavam quatro meses para eu me formar e minha agenda nunca fora tão apertada. Além de ter que estudar feito louco, ainda tinha que agendar tempo para ficar com a Melissa. Quando falei do aperto que minha agenda se situava, ela até que entendeu, mas me senti o pior namorado do mundo por não estar mais tanto com ela quanto eu estava antes.

O pior inimigo do nosso namoro não era mais a Karina, ou qualquer outra pessoa. Era o tempo.

Ao mesmo tempo que eu estava prestes a me formar, ela ainda estava entrando no segundo ano. Não sabia até quando iria ter tempo para um namoro adolescente... Então resolvi apostar todas as fichas. Eu iria aproveitar o máximo cada momento que eu ficava com a Melissa. Iria mostrá-la o quanto a amo. Iria fazer dela a menina mais feliz do mundo.

Um dia, recebi o convite de uma viagem para Porto Seguro no fim de semana por Marcos. Ele disse que ficariam em uma casa de praia, e poucas pessoas iriam. E que era para eu não convidar ninguém. Logo recusei, com a ideia na mente que eu vou ficar com a Melissa o fim de semana inteiro, e fazia questão disso. Ele disse que eu andava muito grudado nessa garota, mas não liguei.

No fim de semana, convidei-a para comprar CDs no shopping. Comprei 3 para ouvir com ela em minha casa, o que fizemos logo depois.

Enquanto estava tocando "Fake plastic trees" de Radiohead,  ela disse:

- Só quero deixar claro que eu fui informada da viagem. E que não gostei nada dessa história.

Olhei-a, surpreso.

- Por que não foi? - Ela me encarou com uma expressão magoada. - Você tem todo o tempo do mundo para ficar comigo. Agora eu me sinto culpada.

- Porque eu te amo. - Respondi, e coloquei uma mecha do seu cabelo atrás de sua orelha. - Isso já é motivo o suficiente.

- Eu entendo isso, mas eu queria que você se divertisse também.

- Minha maior diversão é estar com você, Melissa. - Beijei seu pescoço.

Então, começou a tocar "Creep" de Radiohead, e cantarolei baixinho em seu ouvido. Ela me beijou, e quando fui reparar estávamos deitados no chão. De um beijo vieram outros, e eu não queria que aquilo acabasse nunca.

- Matheus... - Ela sussurrou.

- Diga.

- Eu te amo.

- Eu também te amo.

- Pode fazer o que quiser comigo. - Ela falou, vermelha.

Sorri e apaguei a luz.

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